
Seguindo o ritmo do Santuário de Fátima, que todos meses do ano faz memória das aparições de Nossa Senhora em Fátima, a peregrinação de julho evocará de modo especial a terceira aparição, a 13 de julho de 1917.
No dia 12 de julho, D. Nuno Brás completará em Fátima os 25 anos da sua Missa Nova (a primeira que o sacerdote celebra depois daquela em que foi ordenado). “O facto de os poder celebrar junto de Nossa Senhora e dos seus peregrinos é uma graça muito grande. Por isso, recebi o convite para presidir à peregrinação, que me foi endereçado pelo Senhor D. António Marto, com muita gratidão, a que se junta, naturalmente, a gratidão à Virgem Maria por todos estes anos de sacerdócio”, afirma D. Nuno Brás em declarações à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima.
“Deus deve ser colocado no centro das nossas vidas”
Ordenado bispo a 20 de Novembro de 2011, no Mosteiro dos Jerónimos, D. Nuno Brás adianta a mensagem que trará à Cova da Iria: “Espero apenas fazer-me eco da mensagem de Fátima, que é a mensagem do Evangelho. A peregrinação de julho terá como tema as palavras de Jesus ‘Eu sou o caminho’, e não poderei deixar de, tal como fez Nossa Senhora, apontar Jesus como o caminho e o sentido do nosso peregrinar pela vida”.
“Hoje, mais do que nunca, Deus deve ser colocado no centro das nossas vidas. Só desse modo elas podem adquirir o seu verdadeiro sentido, a que o próprio Deus nos convida”, exorta.
Na sua reflexão sobre a mensagem de Fátima, o bispo auxiliar de Lisboa sublinha que “a atualidade da mensagem de Fátima vem-lhe, em primeiro lugar, da atualidade do Evangelho, que se dirige a todas as culturas e tempos, convidando-nos à conversão e à oração”.
D. Nuno Brás destaca ainda que essa atualidade “foi particularmente sublinhada pelos dois últimos Papas, sobretudo quando também eles se fizeram peregrinos de Fátima”.
Em entrevista ao programa “Ecclesia”, da RTP2, por ocasião da sua ordenação episcopal, D. Nuno Brás referiu, entre outros temas, que o "grande horizonte da pastoral da própria diocese (Lisboa) é esse, o da nova evangelização, esta tentativa de anunciar aos homens do século XXI a mensagem de salvação de sempre”.
Convidado pela Sala de Imprensa a estender a sua reflexão a todo o país e a falar em concreto sobre a área da comunicação social, porque vem desenvolvendo várias investigações e trabalhos relacionados com o tema, D. Nuno Brás destacou o papel da comunicação como um dos instrumentos que a Igreja em Portugal usa para levar cabo a nova evangelização. O bispo lamenta contudo os preconceitos com a Igreja ainda é olhada por muitos órgãos de comunicação.
“É importante sublinhar que a comunicação social é apenas uma pequena parcela da comunicação humana, ainda que hoje tenha adquirido uma importância nunca antes conseguida. A Igreja em Portugal está cada vez mais atenta a esse fenómeno, ainda que não deixe de sofrer pela superficialidade e preconceitos com que a vida cristã e as suas manifestações são olhadas por muitos órgãos de comunicação. Por outro lado, não deixar de estar cada vez mais presente nesse novo ‘areópago’ do mundo contemporâneo”, destaca.
LeopolDina Simões





