Os bispos portugueses não abdicam do feriado de 8 de Dezembro, uma posição anunciada por D. José Policarpo no final da Assembleia Plenária do episcopado católico, que decorreu em Fátima de 7 a 10 de Novembro.
«Nós, bispos, gostaríamos que o 8 de Dezembro fosse intocável e que as negociações andassem à volta do 15 de agosto, que é outra festa de Nossa Senhora [solenidade da Assunção]», disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Por outro lado, D. José Policarpo adiantou que a decisão sobre a eliminação de feriados religiosos compete à Santa Sé e que vão apenas entregar no Vaticano a acta do parecer da Conferência Episcopal, para ser tida em conta nas negociações com o executivo liderado por Passos Coelho.O cardeal-patriarca de Lisboa precisou que “pela Concordata, a autoridade negocial para essa questão é a Santa Sé”, não os bispos de Portugal.
A opinião dos bispos portugueses relativamente a este assunto surge mesmo sem que tenha havido qualquer pedido oficial da Santa Sé já que, segundo D. José Policarpo o “Governo parece ter pressa na solução deste problema” e por isso, que não podem esperar pela próxima assembleia, marcada para maio.
Segundo as declarações do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, durante a sua intervenção no Parlamento aquando da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2012, em cima da mesa está a anulação de dois feriados civis e dois religiosos.
"Estamos também a discutir em sede de concertação social uma redução das paragens laborais. Não podemos ter tantos feriados e tantas pontes. Assim, o Governo irá propor aos parceiros sociais e à Igreja a redução de quatro feriados, dois civis e dois religiosos", disse Álvaro Santos Pereira.






